segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Inventando uma desculpa...

Vinício Stein Campos, em 1965, partilhava um evento da época das navegações, registrado por D. Miguel Morayta em sua "História General de España" (tomo II, Barcelona, 1892), que mostra uma interessante experiência relacionado ao engano, a prática de dar desculpas e como somos propensos a aceitá-las como verdade:

“Quando Colombo, em 1492, a caminho das índias pelo Ocidente, cruzava os mares atlânticos, em certo trecho da travessia ocorreu um fato que lançou pânico nos participantes da arrojada emprêsa: o fenômeno da desorientação da bússola. A agulha imantada deixou de indicar o norte magnético. Os marujos alucinados apelaram para o genovês, a fim de que os tirasse de sua aflição, interpretando-lhes o acontecido. Colombo compreendeu tanto quanto êles a razão do assustador incidente e para serená-los deu-lhes uma explicação inventada no momento. E como os marujos o que desejavam era exatamente isso, uma explicação, fôsse ela qual fosse, que os tirasse de sua angústia, acomodados e tranqüilos retornaram à suas ocupações. E por felicidade logo depois a agulha imantada voltava à estabilidade, consolidando-se a confiança geral no comandante da arriscada navegação.”

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