Quantas pessoas estarão nas ruas por razões similares?
O que a Igreja está fazendo para cooperar com o Senhor na SALVAÇÃO delas?
Quantas pessoas estão neste momento sofrendo torturas semelhantes?
O que a Igreja está fazendo para evitar que as pessoas cheguem a este ponto de violência?
O Senhor, através da sua Palavra, nos ensina tudo, e nos capacita com sua graça,
nos protege, nos dá vitória.
Em: http://www.niveasoares.org/cantora/?p=1791
"Oi Nívea, meu nome é Dani. Tenho 28 anos, sou adoradora. Sempre gostei de música, mas depois que aceitei Jesus esse amor se fortaleceu dentro de mim. Acompanho você na célula online e tenho crescido muito espiritualmente. Na noite passada (29/07), eu estava orando e me senti tocada a te contar um pouco sobre minha vida. Ainda não sei por que, mas com certeza Deus sabe. Bem, quando a minha mãe estava grávida, aos 06 meses ela tentou um aborto. Na época eles utilizavam um método que introduziam um aparelho para esmagar a cabeça da criança e puxavam para fora o feto. Os planos do diabo foram frustrados naquele dia, porque eu não me virei e ao invés da cabeça puxaram meus pés. Fiquei numa incubadora durante mais 06 meses, onde não havia expectativa de vida. Corria o risco de não andar e um dos meus pulmões estavam danificados por causa da pressão do parto. Mas, Deus foi fiel e aos 02 anos e meio de idade comecei a andar. Descobri que era adotada aos 06 anos de idade, quando comecei a perceber que não parecia com ninguém da família. Enquanto meus 03 irmãos eram claros e tinham cabelo liso eu era preta e meu cabelo… só Jesus na causa! Meus pais adotivos me contaram de forma bem hostil. Meu pai sempre dizia que eu era tão imprestável que nem minha própria mãe me quis. Fui crescendo com esse tipo de humilhação, meus irmãos jogavam piadas de que eu era o resto de um aborto. Num belo dia, quando meus pais saíram e meu irmão menor estava dormindo, meu irmão mais velho, na época adolescente, me chamou. Quando entrei na despensa ele estava com o outro irmão. Enquanto um me segurava ou outro abusava sexualmente de mim, dizendo que não era nada, porque eu não era irmã mesmo e assim o outro também abusava, enquanto eu me sentia pior que o próprio lixo. Pensei em contar para a minha mãe, mas ela nunca acreditou em mim. Dizia que havia cometido um erro em ter concordado com a adoção, porque eu não era filha dela e que tinha vindo apenas para destruir a família. Aos 16 anos conheci Jesus e tudo parecia ainda pior, porque todas as vezes que eu ia para a igreja tinha que literalmente dormir com o cachorro. Alguns meses depois meu irmão menor faleceu e não precisaram mais de mim. Por isso me mandaram morar com o meu pai, que nessa altura já tinha nos deixado. Quando cheguei na outra cidade me senti perdida, pois não conhecia nada e nem ninguém. Um dia conheci um pastor chamado Ozório (hoje já falecido) e sua família. Passei a freqüentar a igreja e a cantar. Meu pai bebia muito e quando eu ia para a igreja ele me agredia. Muitas vezes eu dizia que ia para o bar com minha amiga para ele me deixar sair de casa e então eu ia para a igreja. Numa dessas ocasiões eu estava numa festividade da igreja, tão feliz que não me continha. Quando comecei a cantar meu pai entrou na igreja, completamente bêbado. Começou a me bater, rasgou a minha roupa na frente de todo o mundo e me tirou da igreja puxando meus cabelos. Foi horrível, não tive mais coragem de voltar. Não me lembro de momentos bons durante esse período. Um dia meu pai chegou bêbado em casa e tentou me estuprar. Até hoje, quando sinto o cheiro de bebida, vem à memória o cheiro dele. Quando comecei a gritar e ele percebeu que não ia conseguir o que queria me bateu muito, com chutes e ponta pés. Atualmente não posso ter filhos por causa dessa surra. Depois disso peguei algumas peças de roupa e fui para a rua. Passei muito frio. A fome era grande. Quando eu pedia comida na casa das pessoas elas me davam comida azeda, que eu comia para não morrer de fome. Muitas vezes pedi a Deus para viver mais um pouco. Uma senhora sempre me dava um pão de manhã (até hoje não existe nada que eu goste mais de comer na parte da manhã que um pão), que era minha alegria e muitas vezes minha única refeição. Não demorou muito para eu descobrir que a boa senhora era dona de uma padaria. Comecei então a pedir incessantemente um emprego. Um belo dia ela disse sim e eu pude sair da rua. Minha alegria era tão grande que só conseguia chorar. Trabalhava para dormir num quartinho que ficava na padaria. Às vezes entravam ratos do tamanho de gatos, mas para mim o lugar era melhor do que qualquer mansão. No dia que eu saí da rua a senhora me deu um CD e um aparelho de som usado, dizendo para eu ouvir a música de número 7 do CD. Assim que ela saiu fiz ouvi a música “Intimidade”. Naquela noite me desesperei porque eu queria conhecer esse Jesus que você, Nívea, falava porque até então eu não conhecia nenhum tipo de família, vivia frustrada, meus sonhos tinham morrido e eu não sabia por onde começar. Só sei dizer que aquela noite e aquela canção fizeram diferença na minha vida. Passei a sonhar com a volta de Cristo e a verdade é que isso não acabou. Voltei para a igreja e namorei alguns rapazes, mas, quando eles descobriam que eu tinha morado na rua, terminavam comigo. Ainda tive que agüentar as humilhações das famílias, enquanto meu sonho era ter a minha família. Com tudo isso, enterrei o sonho de me casar. Um dia você falou numa entrevista da rádio Vinha FM de Goiânia sobre seu esposo ser seu ajudador. Ao ouvir isso chorei muito. Eu também queria um ajudador, amigo e esposo, mas não tinha forças para continuar a tentar relacionamentos depois de tanta frustração. Ao ouvir você falar sobre sua paixão por Jesus comecei a participar da célula online. Por meio da célula conheci meu namorado e foi por uma ministração sua que no dia 24 de setembro de 2011 vamos nos unir através do matrimônio. Ambos estávamos muito machucados e você disse que nossos sonhos jamais poderiam ser menores que nossas decepções. Gostaria de te dizer que hoje o maior desejo do meu coração é conhecê-la e poder te abraçar nesse dia tão importante da minha vida. Obrigada por você não ter desistido da sua fé e do Senhor, porque foi através de você que Ele manifestou seu poder e sua graça para mudar minha vida…"
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